quinta-feira, 22 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
No banquinho com o Pai
Pai! Cheguei. Agora tudo irá ficar bem, eu sei.
Como é bom poder sentar-se ao seu lado.
Em outro banquinho meu coração estaria saltitante.
Aqui falo abertamente dos meus temores.
Compartilho as minhas dores, como palha ao fogo, elas
desvanecem.
Pai. Ouço a sua voz e sinto o seu calor.
Experimento o seu amor e aquieto-me.
Penso em Enoque, Elias, Abraão, Moisés e Davi.
Como eles quero andar contigo. Passo a passo.
Que seja um andar ereto, perfeito e santo.
Pai. Sua doce voz é como música que faz levitar a
alma.
Na sua companhia ouço o vento e o barulho das folhas
das árvores.
Como é belo o gorjeio dos pássaros. Eles exaltam o teu
nome.
O pulsar do seu coração rompe o silêncio e por
momentos o meu segue o ritmo do seu. É magnífico. Não consigo entender tanto
amor. Desfruto-o.
Soprem os ventos. Rompam todos os sons da terra. Ondas
quebrem violentamente nas rochas. Animais corram diante do temporal. Homens
gritem de dor por causa dos seus temores. Na presença do altíssimo Reina Paz.
O mal de cada dia me chama. Não quero deixar o
banquinho. Vou permanecer um pouquinho mais ao seu lado Pai. Sei que nunca me
deixarás e que a cada passo comigo seguirás. Neste cantinho e neste banquinho
quero sempre estar. Ah! É Muito bom.
Amo-Te.
Daniel C. Bonfim
Campinas, 14Mar12.
terça-feira, 6 de março de 2012
SUPERMÃE
Lá
se vão mais de vinte e cinco anos. Normalmente lembranças ocorridas há tanto
tempo assim não fazem parte do nosso cotidiano. Mas, hoje me deparei com uma
mãe e o seu filho e como não poderia deixar de ser o passado se fez presente.
Os
jovens com seus sonhos e incertezas muitas vezes se lançam em busca de uma
carreira profissional por influência dos amigos ou por falta de uma melhor
oportunidade. Este jovem em especial que farei menção, necessariamente não se
encaixaria em nenhuma das duas hipóteses. O fato é que ele demonstrava grande
impulsividade, naturalmente que esta característica pediria uma profissão em
que a emoção estaria constantemente presente.
Certamente
que o local para o desempenho da eletrizante profissão contaria muito. A onde é
que se encontram grandes aglomerados de pessoas, circulação intensa de veículos
e consequentemente imperam as ações ilícitas de toda ordem? Nas grandes
metrópoles.
Nelas
os sonhos se multiplicam. Pessoas dedicadas ao trabalho e até mais do que o necessário.
Negligenciam os seus e a si mesmo. Coragem e determinação é a marca que
predomina. As alegrias se fundem com as tristezas. Esperanças com a desilusão.
Mas somente alguns desistem.
Policial.
A carreira abraçada foi a de policial. Moço com o tino aguçado, mas
inexperiente. Corajoso, mas imprudente. Assim como alguém que se entorpece com
uma bebida com pouco teor alcoólico, mas que faz com que os pés fiquem leves e
de rumo incerto. Lá estava o defensor dos fracos e oprimidos dando os seus
primeiros passos na vibrante profissão.
Em
um dia aparentemente como qualquer outro, ao final da tarde o policial buscava
fazer valer à lei. Só. Sem o devido apoio de companheiros e equipamentos. Dois
jovens saboreavam o cigarro dos incautos. Para aqueles longínquos dias umas
séries de afirmativas se faziam contra tais usuários, as quais não cabiam contestação.
No
entanto, neste caso específico a verdade foi cruel. Os dois jovens não se
deixariam serem pegos assim tão facilmente. Correram. Uma arma mortal foi
vigorosamente empunhada. Determinado, sem nem se dar conta da bestialidade que
estava preste a praticar, o garoto acionou o gatilho. Um tiro surdo se fez
ouvir.
Socorrido
com presteza e tendo recebido os cuidados possíveis dos anjos vestidos de
branco. O chumbo maldito odiava o defensor do povo e cumpriu com o seu maléfico
desígnio.
Para
os seus amigos, companheiros e a doce esposa não foi um dia qualquer, mas
fatídico e inesquecível dia. Dia de dor
e medo.
Partiu
e deixou a bela mulher e o filho em tenra idade.
Uma
praça pública com um largo passeio. E diante dela uma das avenidas principais
da pequena, mas importante cidade interiorana. Nesta avenida os veículos
circulam lentamente, bem como assim os jovens e cada qual em busca do par
ideal.
Foi
ali que a vi. Como faz a mais de vinte e cinco anos, aonde quer vá, o seu filho
esta ao seu lado. A sorte foi malfazeja consigo. O tão esperado filho veio,
amou-o profundamente, como poucas amaram. Já no nascimento ficou patente a
desventura. Profundas limitações físicas e mentais. Assim cresceu. Mas também
cresceu incrivelmente a sua simpatia e alegria.
A
aparência da criança e agora do jovem repele os habitantes do mundo de
perfeitos. Nos filmes e novelas, os apresentadores em geral dos programas
televisivos, todos tem que serem belos e ponto. Nas propagandas aqui e acolá aparecem em
segundo plano um que não seja da raça ariana. E somente aparecem por força de
lei. Quanta hipocrisia!
Diante
dos meus olhos o desventurado de beleza estética visualizou alguém e para ela
correu desajeitadamente. Cena rara de aceitação do oposto. Aquela jovem mulher
o abraçou vigorosamente. Durou apenas um minuto, mas pareceu uma eternidade, o
abraço estava carregado de terno e profundo amor. Deu-lhe o afeto mais que
merecido e somente então, ele se foi de braços dado com a supermãe.
Gesto
digno de ser imitado? Sim. Possível? Sim. Mas e quanto ao amor sacrificial
daquela mãe? Poucos poderão alcançar tal magnitude. Anulou-se como mulher.
Esvaziou-se de si mesmo em detrimento do seu amado filho. Ele precisou dela por
inteiro, e ela se deu sem reservas. Precisa dela por toda a vida ela já o tem
dado. Até o fim.
“Melhor coisa é dar do que receber”,
disse o mestre Jesus. Tenho sido tão egoísta. Deixo de dar e receber amor. Quando
deveria aproximar, afasto-me das pessoas. A solidão se instá-la, então perco a
benção da companhia.
“Ainda que uma mãe possa esquecer-se do
seu filho ou rejeitá-lo, eu jamais esquecerei ou rejeitá-lo-ei”. Assim
afirmou o escritor bíblico. Jesus Cristo na cruz é a prova cabal deste amor
incondicional. Incomparável amor.
Hoje
o meu amor é limitado e muitas vezes egoísta, mas será perfeito juntamente com
a supermãe e o seu lindo filho quando no céu estivermos.
Até
lá meus amigos.
Presidente
Venceslau (SP), 27 de dezembro de 2009.
Daniel
da Cruz Bonfim
quinta-feira, 1 de março de 2012
SOLIDEZ
ROCHA MAGMÁTICA
Sólido. Inabalável. Firme como rocha. Somos desafiados a sermos
inatingíveis. Mas a nossa fraqueza e finitude mostram de forma cabal o
contrário.
Temos necessidade de dependência,
perguntamos até o que sabemos. A insegurança nos domina. Queremos ombro amigo e
solidário. Queremos afago e o calor do abraço amoroso. Esperamos recebermos
pronto e eficaz socorro.
Mostramos-nos fortes e somos acariciados
pelo orgulho. Quando frágeis, sentimo-nos amado pela mão amorosa que ampara.
Quando
somos identificados como rocha, somos na verdade “pedra de tropeço”. Por outro
lado, Jesus Cristo é a Rocha Eterna. Assim clamou o salmista: “Rocha minha e libertador meu! Rocha da minha
salvação. Bendito seja o Senhor, minha Rocha. O Senhor é a minha Rocha”.
Cada
povo ao seu tempo teve o seu sentimento de solidez. Uns apoiaram na segurança
das suas muralhas e exércitos. Outros nas armas e tecnologia avançada. Nunca
faltou astúcia e alianças. Hoje, como nunca, o sentimento de segurança ficou
centrado no deus dinheiro. Ele compra quase tudo. Dizem que atrai fama, luxo,
segurança, prazer e até felicidade.
Seja
na pobreza ou na riqueza, todos almejamos solo firme para colocarmos a planta
dos nossos pés. Não somente os pés, mas todo o nosso corpo.
Quando deixamos o Jardim Celeste e
passamos a viver por conta própria, a solidez esvaeceu. Temos lutado para
deixar a areia movediça. Sem ajuda não seremos salvos. “Tirou-me de um poço de lama. Ele me
pôs seguro em cima de uma rocha” (Salmos 40.2). Quem obedece a Rocha, constrói sua
casa eterna na Rocha.
O
fruto da árvore do meio do jardim foi a nossa ruína. A escolha correta seria e
continua sendo a obediência. Agora, no Jardim, está a Rocha Eterna. Paz perene
e segurança eterna somente encontraremos N’Ele.
Almejo
desde já estar no Jardim Celeste. Quero sentir o perfume das flores e ver o seu
colorido exuberante. Mais do que isto quero ver o Meu Salvador Jesus Cristo e
desfrutar da sua companhia gloriosa. Rocha inabalável e libertador meu.
“O Senhor é o único Deus; somente Deus é a nossa Rocha.” (2
Samuel 22.32)
Campinas, 24 de fevereiro de 2.012.
|
|
Daniel Bonfim
|
Assinar:
Postagens (Atom)

