ROCHA MAGMÁTICA
Sólido. Inabalável. Firme como rocha. Somos desafiados a sermos
inatingíveis. Mas a nossa fraqueza e finitude mostram de forma cabal o
contrário.
Temos necessidade de dependência,
perguntamos até o que sabemos. A insegurança nos domina. Queremos ombro amigo e
solidário. Queremos afago e o calor do abraço amoroso. Esperamos recebermos
pronto e eficaz socorro.
Mostramos-nos fortes e somos acariciados
pelo orgulho. Quando frágeis, sentimo-nos amado pela mão amorosa que ampara.
Quando
somos identificados como rocha, somos na verdade “pedra de tropeço”. Por outro
lado, Jesus Cristo é a Rocha Eterna. Assim clamou o salmista: “Rocha minha e libertador meu! Rocha da minha
salvação. Bendito seja o Senhor, minha Rocha. O Senhor é a minha Rocha”.
Cada
povo ao seu tempo teve o seu sentimento de solidez. Uns apoiaram na segurança
das suas muralhas e exércitos. Outros nas armas e tecnologia avançada. Nunca
faltou astúcia e alianças. Hoje, como nunca, o sentimento de segurança ficou
centrado no deus dinheiro. Ele compra quase tudo. Dizem que atrai fama, luxo,
segurança, prazer e até felicidade.
Seja
na pobreza ou na riqueza, todos almejamos solo firme para colocarmos a planta
dos nossos pés. Não somente os pés, mas todo o nosso corpo.
Quando deixamos o Jardim Celeste e
passamos a viver por conta própria, a solidez esvaeceu. Temos lutado para
deixar a areia movediça. Sem ajuda não seremos salvos. “Tirou-me de um poço de lama. Ele me
pôs seguro em cima de uma rocha” (Salmos 40.2). Quem obedece a Rocha, constrói sua
casa eterna na Rocha.
O
fruto da árvore do meio do jardim foi a nossa ruína. A escolha correta seria e
continua sendo a obediência. Agora, no Jardim, está a Rocha Eterna. Paz perene
e segurança eterna somente encontraremos N’Ele.
Almejo
desde já estar no Jardim Celeste. Quero sentir o perfume das flores e ver o seu
colorido exuberante. Mais do que isto quero ver o Meu Salvador Jesus Cristo e
desfrutar da sua companhia gloriosa. Rocha inabalável e libertador meu.
“O Senhor é o único Deus; somente Deus é a nossa Rocha.” (2
Samuel 22.32)
Campinas, 24 de fevereiro de 2.012.
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Daniel Bonfim
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